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quarta-feira, 3 de outubro de 2018

China quer alterar a Bíblia e obrigar igrejas a cantarem hinos comunistas

O plano do governo chinês é reformular o cristianismo dentro de cinco anos.

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DO CHRISTIAN POST
ATUALIZADO: SEGUNDA-FEIRA, 1 OUTUBRO DE 2018 AS 10:24

















O governo chinês está supervisionando um plano de cinco anos para tornar o cristianismo mais compatível com o socialismo, no qual haverá uma "reescrita" da Bíblia, disse um proeminente ativista da liberdade religiosa ao Congresso dos Estados Unidos.

O reverendo Bob Fu, ex-líder chinês de igrejas domésticas que imigrou para os EUA em 1997 e fundou a organização China Aid, forneceu detalhes durante uma audiência na última quinta-feira (27) sobre um plano aprovado pelas principais denominações sancionadas pelo Estado na China.

Como a repressão à religião na China fez com que muitas igrejas domésticas fossem demolidas e milhares de cruzes removidas das igrejas em todo o país, Fu avisou antecipadamente que o que está acontecendo agora representa o maior grau de perseguição para grupos religiosos independentes que o país já viu em décadas.

"A liberdade religiosa na China chegou realmente ao pior nível, que não é visto desde o início da Revolução Cultural pelo presidente Mao Zedong, nos anos 1960", disse Fu aos membros do Subcomitê de Relações Exteriores da Câmara sobre a África, Saúde Global, Direitos Humanos Globais e Organizações Internacionais.

Regulamentação sobre assuntos religiosos

No centro deste novo nível de perseguição está a nova regulamentação da China sobre assuntos religiosos que foi lançada no ano passado, mas promulgada em 1º de fevereiro. Segundo Fu, a revisão dos regulamentos religiosos deve guiar ativamente a religião para "se adaptar à sociedade socialista".

Em um testemunho escrito, Fu disse que sob os novos regulamentos os locais de atividades religiosas “aceitarão a orientação, supervisão e inspeção de departamentos relevantes do governo do povo local com relação à administração de pessoal, finanças, contabilidade, segurança, proteção contra incêndios, proteção de relíquias, saúde e doenças previnem e assim por diante".

Fu disse que, a fim de cumprir as novas regras religiosas, os órgãos protestantes sancionados pela China desenvolveram um plano de cinco anos para "promover uma reformulação do Cristianismo". O plano propõe "cultivar e implementar os valores centrais socialistas" e será supervisionado pelo escritório nacional de assuntos religiosos.

Uma maneira pela qual eles pretendem reformular o cristianismo, disse Fu, é "retraduzindo" o Antigo Testamento e fornecer novos comentários ao Novo Testamento para fazer os ideais socialistas e a cultura chinesa parecerem mais divinos. De acordo com seu último esboço, Fu disse, uma retradução seria um resumo do Antigo Testamento com algumas escrituras budistas e ensinamentos confucionistas.


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quinta-feira, 5 de abril de 2018

China proíbe venda de Bíblias por não seguir os “valores do socialismo”.

Governo diz que pretende criar comissão para "retraduzir e reinterpretar" a Bíblia.

O governo chinês proibiu a venda de Bíblias em livrarias on-line em todo o país para cumprir com novas normas que exigem um controle de literatura que não esteja de acordo com os “valores centrais do socialismo”.

A rede inglesa BBC produziu uma reportagem mostrando que cópias eletrônicas das Escrituras simplesmente desapareceram das lojas após a divulgação do documento “Políticas e Práticas para Proteger a Liberdade de Crença Religiosa na China”. Apesar do nome pomposo, trata-se de uma nova tentativa do governo comunista em censurar o direito dos cristãos de praticarem sua fé.

As “políticas e práticas” estabelecem que as comunidades religiosas chinesas “devem seguir a direção do partido [comunista] sobre religião, praticar os valores centrais do socialismo, desenvolver e expandir a tradição chinesa e explorar ativamente o pensamento religioso que está de acordo com a situação da China”.

O documento também afirma que nos próximos cinco anos haverá um esforço para reconstruir o cristianismo chinês e a teologia chinesa para “conscientemente desenvolver talentos de especialistas que possam estabelecer uma base sólida para retraduzir e reinterpretar a Bíblia e escrever livros de referência”.

A decisão, na prática, volta a limitar a leitura das Escrituras somente dentro das igrejas. A decisão deixou a comunidade cristã chinesa “confusa e indignada”, segundo os comentaristas da BBC.

Warren Wang, um líder cristão chinês que fugiu do país por causa da perseguição em 2012, disse que eles já esperavam que essa medida seria adotada. “Não estou tão surpreso que eles estão tirando a Bíblia das prateleiras agora”, afirmou. “Isso é muito parecido com algo que a China fazia no passado. O Partido Comunista ensina o ateísmo e desde que Xi Jinping conseguiu consolidar seu poder, isso era esperado”, reiterou, referindo-se ao presidente chinês.

Na década passada o governo chinês havia relaxado em seu controle de grupos religiosos. A popularização da internet ajudou as pessoas a terem fácil acesso aos aplicativos bíblicos. A partir de agora, segundo a nova resolução, “Bíblias só podem ser vendidas nas igrejas que o governo permitir”.

Embora a China alegue que exista liberdade religiosa, nos últimos anos há uma crescente repressão contra igrejas, onde as cruzes foram retiradas do alto dos templos e muitos pastores, presos.

A venda do Alcorão ainda está permitida, mas os muçulmanos chineses também são alvos de tentativas de repressão, mesmo que em menor escala. Livros sobre budismo e taoísmo, religiões populares no país, não estão proibidos. Com informações Christian Post.

Reportagem da BBC (em inglês):





Fonte: https://noticias.gospelprime.com.br/china-proibe-biblias-nao-valores-do-socialismo/?utm_source=Facebook&utm_medium=Social&utm_campaign=GospelPrime


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